Placa Jornalista Mesquita Neto

Identificação

Título

Placa Jornalista Mesquita Neto

Categoria

Marco / Memorial

Temporalidade da Obra

Em atualização

Localização

Município

São Mateus

Bairro

Centro

Rua

Rua João Bento Silvares

Descrição física

Material

Em atualização

Placa/Inscrições

Sim

Transcrição

Lê-se: 1ª Placa PRAÇA MESQUITA NETO CONSTRUIDA NA ADMINISTRAÇÃO WILSON GOMES PREFEITO MUNICIPAL JOSÉ DE OLIVEIRA BRINCO PRESIDENTE DA CÂMARA E VEREADORES MURILO FUNDÃO FRANCISCO BARBOSA SOBRINHO RUI ALVES BARBOSA GERSON AMORIM PEDRO SOSSAI HUMBERTO CONDE RIOS ZENOR QUIMQUIM ANTENOR FRANÇA SÃO MATEUS 27 - 12 - 68 2ª Placa ESTA PRAÇA FOI RECONTRUÍDA (sic) PELO SESC DR-ES E DEVOLVIDA AO USO DA COMUNIDADE MATEEENSE EM SETEMBRO DE 2001

Descrição da obra

Dados Históricos

Jornalista, escritor, poeta, professor de português e Francês, inglês, Espanhol, alemão Hebraico e Latim, ensinava ainda matemática, álgebra, trigonometria e História, Geografia, Gramática etc. Foi o primeiro fundador da escola gratuita em são Mateus , sem cobrar nada. Natural de Penedo em alagoas de descendência espanhola nascido no dia 12 de março de 1900, tendo falecido no dia 14 de março de 1974 no Rio de Janeiro vítima de acidente operário. Octavio Jose de Mendonça Mesquita Neto chegou a São Mateus em 1923 para trabalhar na estrada de ferro, São Mateus a Nova Venécia de onde saiu pra fundar com os amigos o jornal Kodak que foi substituído por O Norte, até 1941 quando foi preso por determinação da ditadura do Estado Novo por ter escrito artigo condenando a morte por enforcamento do produtor rural Manoel Justino. Casado com Anna Mendonça de tradicional família Mateense com quem teve sete filhos: Doulah, Gontran, Lya, Virginia, Sutman, Dan e Anamaria. Com a Saída de São Mateus ocorrida em agosto de 1941, Mesquita Neto voltou para o Jornal Correio da Manhã no Rio de Janeiro onde trabalhava anteriormente., a convite de Eleosipo Cunha (Lolô), retornou ao Espírito Santo, Vitória, para ser redator chefe de A Gazeta e posteriormente, seu diretor, onde permaneceu por vinte anos até se aposentar. Autor de vários livros Mesquita Neto era agnóstico (sem religião), sobre sua morte deixou o seguinte epitáfio: Sem pedir nada para nascer, Mesquita Neto nasceu, e também para morrer sem pedido ele morreu. Foi um pacato animal, não deu coice nem mordeu, e cumpriu a lei fatal, a esta cova desceu. Os vermes acharam graça, pois ele era couro só, mas lhe comeram a carcaça, e o restante virou pó. Mesquita Neto foi cremado no Rio de Janeiro e suas cinzas jogadas ao vento. (1)

Regime de Propriedade

Propriedade

Pública

Registro Fotográfico

Autoria

Marcela Belo

Referências

Bibliográfica

(1) Cedoc/Leena/UFES