A reflexão proposta neste artigo integra uma ampla pesquisa do Laboratório de Extensão e Pesquisa em Arte da Universidade Federal do Espírito Santo (LEENA/UFES), com financiamento da FAPES/CNPQ, sobre a arte pública no Espírito Santo, apresentando a dimensão estética do ruído ou das fraturas do sistema da arte local no que se refere aos chamados monumentos públicos. Assim, este texto tem como objetivo analisar objetos situados no espaço público que seguem na contramão dos interesses hegemônicos do sistema político e cultural, evidenciando obras, predominantemente de iniciativa privada, mas que ganharam ou estão ganhando legitimidade popular, estão galgando o lugar de patrimônio nos micro poderes populares e não institucionais.
Palavras-chave: Arte Pública; Escultura; Monumento; Espírito Santo.