Identificação
Título

Dona Dominga

Outras denominações

Dona Domingas

Categoria

Escultura Pública

Subcategoria

Vulto pleno.

Temporalidade da Obra

Perene

Datação
Data de Execução/Inauguração

1971

Autoria/Execução
Autoria

Carlo Crepaz

Mini-biografia

Nascido na pequena Ortisei, interior da Itália, em setembro de 1911 e falecendo na cidade de Val Gardena, cidade natal de sua esposa Flora, em setembro de 1992, esse virtuoso ítalo brasileiro, seguiu os passos do pai, o escultor Jakob, que não só o inspirou, como possibilitou que ele estudasse e posteriormente se tornasse professor, ainda na Itália.

Muito jovem, Crepaz foi enviado a Alemanha nazista, como todo jovem italiano, no calor da Segunda Guerra Mundial. Esse é um capitulo especialmente revelador do caráter desse homem e artista, no amargor da luta sangrenta e do ceifar de vidas e mutilar de corpos, ele pôde utilizar de sua arte em benefício do ser humano, não importando sua nacionalidade. Como escultor em meio de uma Guerra, Crepaz utilizou de seu conhecimento de anatomia e escultura, o que possibilitou que trabalhasse numa fábrica na confecção de próteses ortopédicas para os feridos de guerra. Foram milhares e nesse sentido, a arte ocupou seu espaço humanitário num território de uma guerra insana.

Carlo Crepaz, vem para o Espírito Santo em meados dos anos de 1950; sempre foi um observador do cotidiano, retomando suas vivências na Itália e Alemanha. Crepaz destacou-se pela sua sensibilidade e domínio da arte clássica no seu fazer escultórico. Chegando a Vitória no início da década de 1950, para serviços específicos no Santuário de Santo Antônio, ele morou no bairro de mesmo nome, onde também se localizava seu Ateliê. Seu trabalho sempre foi muito requisitado pelas autoridades locais e continua exposto em diversos espaços públicos de Vitória, compondo a ecologia urbana da capital. Em sua trajetória em terras capixabas, lecionou na Escola Pavoniana de Vitória (que o trouxe da Itália para finalizar as obras no Santuário de Santo Antônio), bem como na Escola de Belas Artes do ES e Universidade Federal do Espírito Santo. Seus primeiros trabalhos para a Escola Pavoniana envolveram obras em seu prédio e objetos e pinturas na igreja. Na Escola de Belas Artes, foi responsável pela disciplina de escultura e por formar toda uma geração de escultores capixabas. (1)

Localização
Endereço

Avenida Jerônimo Monteiro

Bairro

Centro

Município

Vitória

Espaço de Implementação

Ao lado da escadaria Bárbara Lindemberg, que dá acesso ao Palácio do Governo

Link para Google Maps

https://www.google.com/maps/@-20.3220023,-40.3396865,3a,18.1y,358.56h,88.92t/data=!3m7!1e1!3m5!1sc5UZgyk-vN1jcMF53yIOhQ!2e0!6shttps:%2F%2Fstreetviewpixels-pa.googleapis.com%2Fv1%2Fthumbnail%3Fpanoid%3Dc5UZgyk-vN1jcMF53yIOhQ%26cb_client%3Dmaps_sv.tactile.gps%26w%3D203%26h%3D100%26yaw%3D315.04678%26pitch%3D0%26thumbfov%3D100!7i16384!8i8192?entry=ttu

Coordenadas Geográficas

Latitude: 20.3220023
Longitude: 40.3396865

Descrição física
Material

Bronze

Técnica

Fundição

Assinatura

Não identificada

Placa/Inscrições
Não
Descrição da obra
Dados Histórico

No início da década de 1970, o então Prefeito de Vitória, Chrisógono Teixeira da Cruz, empresário e conhecido colecionador de obras de arte, teve seu primeiro “encontro” com a personagem/escultura que mais tarde ocuparia um lugar de relevância no arcabouço de monumentos públicos da capital: Dona Domingas (ou Dominga, como o artista a nomeou). Após o primeiro contato com a escultura de Dona Dominga, ocorrido no ateliê do artista italiano Carlo Crepaz (radicado no ES desde 1950), nasceu o que viria a ser o grande marco da história dessa mulher. Ainda que morta, reviveria, seria vista, notada, existiria, resistiria.

Segundo informações da Prefeitura Municipal de Vitória, com a intenção inicial de homenagear o trabalhador negro, Chrisógono Teixeira da Cruz, o então prefeito da capital, decidiu fixar a estátua de Dona Domingas no coração da cidade, ao lado da escadaria Bárbara Lindemberg, que dá acesso ao Palácio do Governo. Lugar tantas vezes ocupado pela trabalhadora Domingas, na sua árdua tarefa de coletar papel pelas ruas da cidade, maneira pela qual mantinha sua subsistência.

Não se pode afirmar ao certo se o objetivo de a fixar ali, no local mais movimentado da cidade, era reviver, de alguma forma, o próprio percurso de Dona Domingas. Assim como a pessoa, o monumento também passa despercebido.

Regime de Propriedade
Propriedade

Pública

Registro Fotográfico
Autoria

Marcela Belo; José Cirillo

Referências
Bibliográfica

(1 e 2) CEDOC/LEENA/UFES

Título – titulo-79 – Dona Dominga
Descrição – descricao-79 – Monumento a Dona Dominga, mulher negra, moradora da região de Santo Antonio.
1.1 Título da Obra – 1-1-titulo-da-obra – Dona Dominga
1.2 Outras Denominações – 1-2-outras-denominacoes – Dona Domingas
1.3 Categoria – 1-3-categoria – Escultura Pública
1.4 Subcategoria – 1-4-subcategoria – Vulto pleno.
1.5 Tipologia – 1-5-tipologia –
1.6 Natureza – 1-6-natureza –
1.7 Temporalidade da Obra – 1-7-temporalidade-da-obra – Perene
2.1 Data de Execução / Inauguração – 2-1-data-de-execucao-inauguracao – 1971
2.2 Justificação da Data – 2-2-justificacao-da-data –
3.1 Autoria – 3-1-autoria – Carlo Crepaz
3.2 Ofício – 3-2-oficio –
3.3 Execução – 3-3-execucao –
3.4 Colaboração – 3-4-colaboracao –
3.5 Mini-biografia – 3-5-mini-biografia – Nascido na pequena Ortisei, interior da Itália, em setembro de 1911 e falecendo na cidade de Val Gardena, cidade natal de sua esposa Flora, em setembro de 1992, esse virtuoso ítalo brasileiro, seguiu os passos do pai, o escultor Jakob, que não só o inspirou, como possibilitou que ele estudasse e posteriormente se tornasse professor, ainda na Itália. Muito jovem, Crepaz foi enviado a Alemanha nazista, como todo jovem italiano, no calor da Segunda Guerra Mundial. Esse é um capitulo especialmente revelador do caráter desse homem e artista, no amargor da luta sangrenta e do ceifar de vidas e mutilar de corpos, ele pôde utilizar de sua arte em benefício do ser humano, não importando sua nacionalidade. Como escultor em meio de uma Guerra, Crepaz utilizou de seu conhecimento de anatomia e escultura, o que possibilitou que trabalhasse numa fábrica na confecção de próteses ortopédicas para os feridos de guerra. Foram milhares e nesse sentido, a arte ocupou seu espaço humanitário num território de uma guerra insana. Carlo Crepaz, vem para o Espírito Santo em meados dos anos de 1950; sempre foi um observador do cotidiano, retomando suas vivências na Itália e Alemanha. Crepaz destacou-se pela sua sensibilidade e domínio da arte clássica no seu fazer escultórico. Chegando a Vitória no início da década de 1950, para serviços específicos no Santuário de Santo Antônio, ele morou no bairro de mesmo nome, onde também se localizava seu Ateliê. Seu trabalho sempre foi muito requisitado pelas autoridades locais e continua exposto em diversos espaços públicos de Vitória, compondo a ecologia urbana da capital. Em sua trajetória em terras capixabas, lecionou na Escola Pavoniana de Vitória (que o trouxe da Itália para finalizar as obras no Santuário de Santo Antônio), bem como na Escola de Belas Artes do ES e Universidade Federal do Espírito Santo. Seus primeiros trabalhos para a Escola Pavoniana envolveram obras em seu prédio e objetos e pinturas na igreja. Na Escola de Belas Artes, foi responsável pela disciplina de escultura e por formar toda uma geração de escultores capixabas. (1)
4.1 Endereço – 4-1-endereco – Avenida Jerônimo Monteiro
4.2 Bairro – 4-2-bairro – Centro
4.3 Município – 4-3-municipio – Vitória
4.4 CEP – 4-4-cep –
4.5 Espaço de Implementação – 4-5-espaco-de-implementacao – Ao lado da escadaria Bárbara Lindemberg, que dá acesso ao Palácio do Governo
4.6 Link do Google Maps – 4-6-link-do-google-maps – https://www.google.com/maps/@-20.3220023,-40.3396865,3a,18.1y,358.56h,88.92t/data=!3m7!1e1!3m5!1sc5UZgyk-vN1jcMF53yIOhQ!2e0!6shttps:%2F%2Fstreetviewpixels-pa.googleapis.com%2Fv1%2Fthumbnail%3Fpanoid%3Dc5UZgyk-vN1jcMF53yIOhQ%26cb_client%3Dmaps_sv.tactile.gps%26w%3D203%26h%3D100%26yaw%3D315.04678%26pitch%3D0%26thumbfov%3D100!7i16384!8i8192?entry=ttu
4.7.1 Coordenadas Geográficas – Latitude – 4-7-1-coordenadas-geograficas-latitude – 20.3220023
4.7.2 Coordenadas Geográficas – Longitude – 4-7-2-coordenadas-geograficas-longitude – 40.3396865
5.1 Material – 5-1-material – Bronze
5.2 Técnica – 5-2-tecnica – Fundição
5.3 Dimensões – 5-3-dimensoes –
5.4 Outras Dimensões – 5-4-outras-dimensoes –
5.5 Escala – 5-5-assinatura – Média (até escala humana)
5.6 Assinatura – 5-6-assinatura – Não identificada
5.7 Placa/Inscrições – 5-7-placa-inscricoes – Não
5.8 Transcrição – 5-8-transcricao –
6.1 Temática – 6-1-tematica –
6.2 Descrição Formal – 6-2-descricao-formal –
6.3 Dados Históricos – 6-3-dados-historicos – No início da década de 1970, o então Prefeito de Vitória, Chrisógono Teixeira da Cruz, empresário e conhecido colecionador de obras de arte, teve seu primeiro “encontro” com a personagem/escultura que mais tarde ocuparia um lugar de relevância no arcabouço de monumentos públicos da capital: Dona Domingas (ou Dominga, como o artista a nomeou). Após o primeiro contato com a escultura de Dona Dominga, ocorrido no ateliê do artista italiano Carlo Crepaz (radicado no ES desde 1950), nasceu o que viria a ser o grande marco da história dessa mulher. Ainda que morta, reviveria, seria vista, notada, existiria, resistiria. Segundo informações da Prefeitura Municipal de Vitória, com a intenção inicial de homenagear o trabalhador negro, Chrisógono Teixeira da Cruz, o então prefeito da capital, decidiu fixar a estátua de Dona Domingas no coração da cidade, ao lado da escadaria Bárbara Lindemberg, que dá acesso ao Palácio do Governo. Lugar tantas vezes ocupado pela trabalhadora Domingas, na sua árdua tarefa de coletar papel pelas ruas da cidade, maneira pela qual mantinha sua subsistência. Não se pode afirmar ao certo se o objetivo de a fixar ali, no local mais movimentado da cidade, era reviver, de alguma forma, o próprio percurso de Dona Domingas. Assim como a pessoa, o monumento também passa despercebido.
7.1 Propriedade – 7-1-propriedade – Pública
7.2 Aquisição – 7-2-aquisicao –
7.3 Nível de Proteção – 7-3-nivel-de-protecao –
7.4 Tombamento – 7-4-tombamento –
8.1 Estado de conservação – 8-1-estado-de-conservacao –
8.2 Comentários/Observações – 8-2-comentarios-observacoes –
8.3 Data da Avaliação – 8-3-data-da-avaliacao –
9.1 Preservação – 9-1-preservacao –
9.2 Intervenções de Conservação e Restauro realizadas na obra – 9-2-intervencoes-de-conservacao-e-restauro-realizadas-na-obra –
9.3 Profissional Responsável – 9-3-profissional-responsavel –
9.4 Data da Intervenção – 9-4-data-da-intervencao –
10.1 Autoria – 10-1-autoria – Marcela Belo; José Cirillo
10.2 Data do Registro – 10-2-data-do-registro –
10.3 Coleção – 10-3-colecao –
10.4 Inventário – 10-4-inventario –
11.1 Bibliográfica – 11-1-bibliografica – (1 e 2) CEDOC/LEENA/UFES
11.2 Eletrônica – 11-2-eletronica –
24 de julho de 2023 por   

Anexos

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