Dona Dominga
- Voltar
Anexos
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
- Dona Domingas
Miniatura

Título
Dona Dominga
Descrição
Monumento a Dona Dominga, mulher negra, moradora da região de Santo Antonio.
1.1 Título da Obra
Dona Dominga
1.2 Outras Denominações
Dona Domingas
1.3 Categoria
Escultura Pública
1.4 Subcategoria
Vulto pleno.
1.7 Temporalidade da Obra
Perene
2.1 Data de Execução / Inauguração
1971
3.1 Autoria
Carlo Crepaz
3.5 Mini-biografia
Nascido na pequena Ortisei, interior da Itália, em setembro de 1911 e falecendo na cidade de Val Gardena, cidade natal de sua esposa Flora, em setembro de 1992, esse virtuoso ítalo brasileiro, seguiu os passos do pai, o escultor Jakob, que não só o inspirou, como possibilitou que ele estudasse e posteriormente se tornasse professor, ainda na Itália.
Muito jovem, Crepaz foi enviado a Alemanha nazista, como todo jovem italiano, no calor da Segunda Guerra Mundial. Esse é um capitulo especialmente revelador do caráter desse homem e artista, no amargor da luta sangrenta e do ceifar de vidas e mutilar de corpos, ele pôde utilizar de sua arte em benefício do ser humano, não importando sua nacionalidade. Como escultor em meio de uma Guerra, Crepaz utilizou de seu conhecimento de anatomia e escultura, o que possibilitou que trabalhasse numa fábrica na confecção de próteses ortopédicas para os feridos de guerra. Foram milhares e nesse sentido, a arte ocupou seu espaço humanitário num território de uma guerra insana.
Carlo Crepaz, vem para o Espírito Santo em meados dos anos de 1950; sempre foi um observador do cotidiano, retomando suas vivências na Itália e Alemanha. Crepaz destacou-se pela sua sensibilidade e domínio da arte clássica no seu fazer escultórico. Chegando a Vitória no início da década de 1950, para serviços específicos no Santuário de Santo Antônio, ele morou no bairro de mesmo nome, onde também se localizava seu Ateliê. Seu trabalho sempre foi muito requisitado pelas autoridades locais e continua exposto em diversos espaços públicos de Vitória, compondo a ecologia urbana da capital. Em sua trajetória em terras capixabas, lecionou na Escola Pavoniana de Vitória (que o trouxe da Itália para finalizar as obras no Santuário de Santo Antônio), bem como na Escola de Belas Artes do ES e Universidade Federal do Espírito Santo. Seus primeiros trabalhos para a Escola Pavoniana envolveram obras em seu prédio e objetos e pinturas na igreja. Na Escola de Belas Artes, foi responsável pela disciplina de escultura e por formar toda uma geração de escultores capixabas. (1)
4.1 Endereço
Avenida Jerônimo Monteiro
4.2 Bairro
Centro
4.3 Município
Vitória
4.5 Espaço de Implementação
Ao lado da escadaria Bárbara Lindemberg, que dá acesso ao Palácio do Governo
4.7.1 Coordenadas Geográficas – Latitude
20.3220023
4.7.2 Coordenadas Geográficas – Longitude
40.3396865
5.1 Material
Bronze
5.2 Técnica
Fundição
5.5 Escala
Média (até escala humana)
5.6 Assinatura
Não identificada
5.7 Placa/Inscrições
Não
6.3 Dados Históricos
No início da década de 1970, o então Prefeito de Vitória, Chrisógono Teixeira da Cruz, empresário e conhecido colecionador de obras de arte, teve seu primeiro “encontro” com a personagem/escultura que mais tarde ocuparia um lugar de relevância no arcabouço de monumentos públicos da capital: Dona Domingas (ou Dominga, como o artista a nomeou). Após o primeiro contato com a escultura de Dona Dominga, ocorrido no ateliê do artista italiano Carlo Crepaz (radicado no ES desde 1950), nasceu o que viria a ser o grande marco da história dessa mulher. Ainda que morta, reviveria, seria vista, notada, existiria, resistiria.
Segundo informações da Prefeitura Municipal de Vitória, com a intenção inicial de homenagear o trabalhador negro, Chrisógono Teixeira da Cruz, o então prefeito da capital, decidiu fixar a estátua de Dona Domingas no coração da cidade, ao lado da escadaria Bárbara Lindemberg, que dá acesso ao Palácio do Governo. Lugar tantas vezes ocupado pela trabalhadora Domingas, na sua árdua tarefa de coletar papel pelas ruas da cidade, maneira pela qual mantinha sua subsistência.
Não se pode afirmar ao certo se o objetivo de a fixar ali, no local mais movimentado da cidade, era reviver, de alguma forma, o próprio percurso de Dona Domingas. Assim como a pessoa, o monumento também passa despercebido.
7.1 Propriedade
Pública
10.1 Autoria
Marcela Belo; José Cirillo
11.1 Bibliográfica
(1 e 2) CEDOC/LEENA/UFES